Lígia de Noronha * psicóloga, especialista no despertar da consciência

“Desenvolvimento Pessoal em Casa e no Trabalho”

Escrevi para Servir por uma via diferente daquelas a que me dedico há quase 20 anos: o aconselhamento, a criação e facilitação de workshops e, mais recentemente, a realização de palestras… É com base nestas experiências, e na do meu próprio crescimento pessoal, que teço todas as constatações e orientações contidas no Livro, as quais, uma vez seguidas, colocadas em prática, podem promover mudanças profundas e irreversíveis em qualquer pessoa. Tudo o que experiencio, sei, sinto e digo sobre o funcionamento humano (individual e grupal) vem na obra, publicada em Lisboa em 2009 – Editora Ariana.

Capítulo 4 (Parte I)

Para acesso ao índice da obra e a um dos seus mais relevantes capítulos, favor clicar no link aqui de seguida:

Lançamento do Livro

Vídeo do lançamento do Livro em Lisboa, na Galeria Abraço, a 07/11/09

Prefácio

gentil e atenciosamente escrito por Prof. Doutor Vítor José F. Rodrigues

«O livro “Desenvolvimento Pessoal em Casa e no Trabalho” revela-se invulgar, original, eficaz. Lígia de Noronha não gasta palavras em vão, preferindo ser sintética e acertar nos seus alvos com grande clareza, no que é ajudada por uma evidente experiência clínica e por uma igualmente evidente experiência de vida. Começa aí a eficácia, do mesmo modo que a originalidade começa no momento em que opta por não recorrer, para a feitura do livro e quase sem excepção, a nada mais que aos seus conhecimentos, à sua prática clínica e, no geral, ao seu percurso existencial. Uma opção que pode ser discutível mas que implica desde logo que o leitor é colocado perante uma autora entusiástica, empenhada em partilhar (-se) e que fala das suas crenças, da sua experiência e da sua paixão pelas pessoas mais do que de algumas doutas referências. Faz-me, assim, recordar Camões, quando afirma: “doutos varões darão razões subidas, mas o meu saber é de experiência feito”. A consequência é uma exposição ágil e desenvolta em que se vai revelando um dos evidentes pilares do livro: a ideia de que uma boa relação connosco mesmos é elemento necessário ao desenvolvimento de uma boa relação com os outros, seja no plano afectivo ou laboral, e de que esse bom (ou mau) relacionamento advém do passado que tivemos e em relação ao qual podemos fazer muitas escolhas. De resto, verifica-se uma saudável ênfase na assertividade, na responsabilidade pessoal, no autoconhecimento e na auto-estima – sempre num tom geral optimista, afirmativo, idealista e, por isso mesmo sedutor e aliciante. Abundam momentos de clareza de pensamento (por exemplo ao expressar o que é o Amor) e noções simples e construtivas como a de relacionar trabalho e relacionamentos – algo que autores como Goleman não descurariam em nada pois constataram que a inteligência emocional prediz melhor o sucesso profissional do que o velho “Quociente Intelectual”. Do mesmo modo, o recurso a questões para reflexão, cuidadosamente encadeadas, produz mensagens quase retóricas e francamente bem conseguidas, como quando surgem perguntas comparativas acerca do que é tão difícil na comunicação entre adultos e tão fácil entre crianças saudáveis – evidenciando muito do que tendemos frequentemente a… perder pelo caminho até adultos. Lígia considera, muitas vezes, como dados assentes ideias que a Ciência está longe de comprovar de modo inequívoco, como a de que existe Reencarnação, de que há leis universais que regem os destinos humanos, de que podemos “atrair” ou “afastar” acontecimentos das nossas vidas consoante o modo como pensamos nelas e consoante a nossa disposição interior. No entanto, vários autores mais esotéricos convergem neste ponto – que a autora deixa propositadamente à consideração de cada um e à sua ressonância interior com o texto. De caminho, e especialmente no final, surgem muitas questões que facilitam ao leitor a reflexão, o autoconhecimento e a busca de vias para a mudança, temperadas e produzidas com muita lucidez e uma evidente habilidade para descrever muitos dos pensamentos “irracionais” com que costumamos auto-limitar-nos e fomentar a nossa própria infelicidade. Aliás, todo o livro nos vai mostrando a existência de múltiplas maneiras de sermos inautênticos connosco mesmos e com os outros… Um dos pontos fortes com valência prática: a chamada de atenção, com exemplos abundantes e claros, acerca das implicações, para o nosso comportamento e auto-estima, do vocabulário e/ou pensamento negativo face a alternativas mais positivas. Lígia incita-nos a consciencializar muitas das palavras e dos pensamentos subtis com que podemos inferiorizar-nos, diminuir-nos, transmitir mensagens negativas aos outros e a nós mesmos ou, pelo contrário, caminhar na vida com maior confiança, bem-estar e sucesso. Isso, por sua vez, recorda-nos o célebre aforismo esotérico segundo o qual “a energia segue o pensamento”. Próximo do fim, a “metáfora poetizada” dos “pratos de amor” está muito bela, expressiva, construtiva, e fornece em parte uma síntese bem curiosa e inesperada dos conteúdos deste livro, que não hesito em recomendar ao grande número de pessoas que buscam autoconhecimento, harmonia e sentido para as suas vidas. Évora, 14 de Setembro de 2009»

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